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Exames Contrastados

Urografia Excretora

 

ESTUDO RADIOLÓGICO DO SISTEMA URINÁRIO

UROGRAFIA EXCRETORA

 

Também denominada urografia intravenosa, urografia excretora tem o objetivo de limpar o intestino que se superpõe aos rins e ureteres e também desidratar levemente o paciente, para melhorar a concentração de contraste nos rins. Para isso é feito um preparo á base de laxativo e restrição de líquidos na véspera do exame. As indicações mais comuns para esse tipo de exame são o estudo do urotélio e pesquisa de cálculo (renal e ureteral).

 

TIPO DE MEIO DE CONTRASTE A SER UTILIZADO NA REALIZAÇÃO DO EXAME

 

Esse exame é realizado com a administração endovenosa (injeção ou infusão contínua) de contraste iodado hidrossolúvel de excreção renal (iônico ou não iônico). Antes da realização do exame é de extrema importância saber de antecedentes alérgicos do paciente, tendo em vista que o tipo de contraste utilizado nesse exame pode provocar reações adversas (alérgicas), sendo algumas muito graves (não muito frequentes), que podem até determinar a morte do paciente. Para paciente sem antecedente alérgico pode ser utilizado meio de contraste iodado do tipo iônico. Para paciente com antecedentes alérgicos (não específicos ao iodo) deve ser feito um preparo profilático á base de drogas (remédios) antialérgicos, e utilizado o contraste iodado do tipo não iônico.

Sistema Urinário

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/excrecao2.php

 

REALIZAÇÃO DO EXAME

 

A seguir será descrita uma rotina radiográfica básica, objetivando a análise morfológica e funcional do sistema urinário. Em função da patologia pesquisada podem ser necessárias incidências adicionais. Antes do início do exame o paciente deverá esvaziar a bexiga (urinar). O exame tem início com uma radiografia simples do abdome em ântero- posterior (AP), realizada com o paciente deitado em decúbito dorsal na mesa bucky. Após a avaliação dessa radiografia pelo médico radiologista, é dado prosseguimento ao exame com a injeção endovenosa do meio de contraste iodado. A injeção do meio de contraste não deve ser lenta, que poderia prejudicar a concentração da excreção do meio de contraste pelos rins, e nem excessivamente rápida, que poderia causar um desconforto maior ao paciente. Pode ser da ordem de 4 a 5mL/s. A via de acesso venoso deve ser conservada até o final do exame. È importante que todas as radiografias realizadas tenham uma marcação de tempo na sua identificação, sendo essa feita a partir do final da administração endovenosa do meio de contraste. Cerca de cinco a sete minutos após o final da injeção é feita a primeira radiografia panorâmica do abdome em ântero-posterior (AP), com o paciente em decúbito dorsal. Essa radiografia deve ser avaliada pelo médico radiologista, que determinará a necessidade (ou não) de compressão uretral. Em seguida podem ser realizadas radiografias localizadas das lojas renais com o paciente em decúbito dorsal em ântero-posterior (AP), oblíqua posterior direita e em oblíqua posterior esquerda, para estudo dos rins e sistemas pielocaliciais. Após a análise dessas radiografias pelo médico radiologista, dá-se prosseguimento á rotina com uma radiografia panorâmica do abdome em ântero-posterior (AP),com o paciente em decúbito dorsal. Pode também ser realizada uma radiografia panorâmica do abdome em póstero-anterior(PA), com o paciente em decúbito ventral, quando houver necessidade do estudo do ureter distal (fig.18.12a e Fig.18.12b)

 

 

1ª Radiografia de abdome simples em (AP), para início do estudo.

 

 

 

Fig-18.12a -Urografia Excretora

 

 

 

Anatomia e uma radiográfia de uma Urografia Excretora

1-Rim esquerdo; 2- Rim direito;3-Pelve renal esquerda, 4-Pelve renal direita; 5-Papila renal ;6- Ureter esquerdo; 7- ureter direito; 8- Bexiga urinária.

Finalizando, são feitas radiografias localizadas da bexiga, primeiramente cheia de contraste e depois quando estiver vazia sendo essa última denominada pós-miccional. Se houver necessidade podem ser realizadas incidências localizadas da bexiga em oblíquas posteriores e em perfil.

 

CONSIDERAÇÕES SOBRE O EXAME.

 

NEFROGRAMA- È uma radiografia localizada das lojas renais, realizada cerca de 1 minuto após a injeção endovenosa do meio de contraste. Nela os rins deve aparecer densos -Fig 18.13

Figura 18.13- Nefrograma

NEFROTOMOGRAFIA OU (NEFROTOMOGRAMA)- São cortes tomográficos dos rins (tomografia linear), que podem ser realizadas, no decorrer do exame ( urografia com mefrotomografia) - Fig- 18.14

Figura 18.14- Nefrotomografia

Urografia com 20 minutos de injeção de contraste

Fonte: Arquivo pessoal do site.

 

 

COMPRESSÃO URETRAL- Quando realizada deve ser feita na topografia do promontório (S1). Tem por objetivo melhorar a visibilidade dos sistemas pielocaliciais. Não deve ser feita em pacientes com cólica renal, cirurgia abdominal recente e trauma abdominal.

INFUSÃO CONTÍNUA DO MEIO DE CONTRASTE- Também denominada urografia com infusão contínua ou urografia com dripping. È feita utilizando-se uma infusão endovenosa contínua de uma solução de meio de contraste ionizado hidrossolúvel. È utilizada quando existe a necessidade de uma quantidade maior de contraste, como no caso dos exames realizados em caráter de urgência sem preparo prévio do paciente (paciente hidratado).

RETARDO DA ELIMINAÇÃO DO MEIO DE CONTRASTE- Pode ocorrer em pacientes com obstrução ureteral e nesse caso devem ser realizadas radiografias tardias até a observação da excreção do meio de contraste, ou encerramento em 24 horas após a infusão endovenosa do meio de contraste. O objetivo dessas radiografias tardias é a identificação do ponto de obstrução ureteral.

ACOMPANAHMENTO DO PACIENTE- O paciente não deverá ficar desacompanhado na sala de exame. O operador deve permanecer a maior parte do tempo ao seu lado. Convém lembrar que a maior parte das reações adversas ao meio de contraste pode ocorrer até 25 minutos após a injeção .

UROGRAFIA EXCRETORA 1,2,3- Também denominada urografia excretora minutada ou urografia excretora seriada, é um exame semelhante á urografia excretora convencional. A diferença está no início do exame, em que deverão ser feitas três radiografias ( ou nefrotomografias) localizadas das lojas renais, respectivamente no 1º,2º e 3º minuto após o início da adminstração endovenosa do meio de contraste iodado. Esses exame está em desuso. Tinha como objetivo a observação da excreção bilateral do meio de contraste pelos rins que deve ser simultânea.

PIELOGRAFIA RETRÓGRADA- Também denominada urografia retrógrada ou ureteropielografia retrógrada, é um exame realizado no centro cirúrgico, em que o médico (urologista), após cateterização, injeta o meio de contraste iodado diretamente no ureter, com a realização de radiografias (ou aquisição de imagens) em ântero-posterior (AP) -Fig. 18.15

As indicações clínicas mais comuns para a realização desse exame são pesquisas de :

- Exclusão renal obstrutiva ou não, em pacientes sem diagnóstico por outro método de exame;

- Obstrução estenoses ureterais;

- Hematúria macroscópica, com urografia excretora normal.

 

Pielografia retrógrada- Figura 18.15

Fonte: Técnicas Radiográficas - Princípios Radiográficas , Anatomia Básica e Posicionamento
1ª Edição- 2003  Rubio Editora- Antonio Biasoli Jr. O contéudo usado foi autorizado pelo autor.

 

MATERIAL COMPLEMENTAR

Urografia Excretora

 

Figura 1.1- Radiografia simples de abdome

 

Figura 1.2 e Figura 1.3 - Radiografias com Injeção de contraste 3 minutos e injeção de contraste com 5 minutos

 

Figura 1.4 e 1.5 -Radiografias com Injeção de contraste 10 minutos e injeção de contraste com 15 minutos

 

Figura 1.6 e 1.7- Radiografias com Injeção de contraste 20 minutos e injeção de contraste com 25 minutos em decúbito ventral.

 

Figura 1.8 - Radiografia pós miccional em decúbito dorsal.

Imagens do arquivo pessoal.

 

Início do exame paciente em decúbito dorsal, realiza-se uma radiografia simples do abdome, para analisar a técnica, e o posicionamento e se foi realizado o preparo intestinal adequado.

Após radiografia simples, é administrado por via endovenosa meio de contraste iodado (hidrossolúvel) o qual sera usado para contrastar o sistema urinário. Realiza-se a seguinte seqüência de  radiografias:

1- Imediatamente após a administração do meio de contraste realiza-se uma radiografia localizada dos rins; (Figura1.1)

2- Em alguns serviços, é realizada também uma radiografia com 3 minutos já com injeção do contraste; (Figura 1.2)

3- Realizar radiografia das lojas renais após 5 minutos a administração do contraste; (Figura 1.3)

4- Após a exposição de 5 minutos, deve-se colocar a faixa de compressão no abdome do paciente;

5- Realizar radiografia das lojas renais após 10 minutos a administração do contraste; (Figura 1.4)

6- Aos 15 minutos, deve-se tirar a faixa de compressão, e imediatamente realizar uma radiografia panorâmica, compreendendo das lojas renais até a bexiga; (Figura 1.5)

7-Radiografia panorâmica, após 20 minutos a administração do contraste; (Figura 1.6)

8- Radiografia panorâmica, após 25 minutos a administração do contraste; (Figura 1.7)

9- Radiografias localizadas da bexiga cheia e pós-miccional. (Figura 1.8)

Observação: em alguns casos e necessário incidências adicionais com oblíquas, e decúbito ventral, isso vai depender do protocolo de cada serviço e da eliminação do contraste pelo paciente.

- R.C. - perpendicular entrando no centro da região de interesse

 

- Chassis: 24cm x 30cm transversal para as radiografias de 5 m e 10 m, 30 cm x 40 cm ou 35 m x 43 cm longitudinal para as radiografias simples, 15 m e 25 m e 18 cm x 24 cm transversal para as radiografias localizadas da bexiga.

Observação: A faixa de compressão é contra indicada quando o paciente apresentar massa abdominal, cálculos renais e ureterais, transplante e pós-operatório.

Em casos de pacientes hipertensos (pressão alta), deve-se realizar seqüências rápidas de exposição logo após a administração do meio de contraste; com 1 m, 2 m, e 3 m. O exame não termina enquanto o contraste não chegar até a bexiga.

 

 

 

Classificação das reações alérgicas e tratamento proposto:

 

LEVE- Reação limitada e sem progressão: náusea, vômito, tosse, calor, cefaléia, tontura, tremores, alteração do gosto, coceira, palidez, rubor, calafrios, suor, nariz entupido, inchaço facial e nos olhos, ansiedade.


TRATAMENTO- Observar o paciente, tratamento sintomático se necessário


MODERADO- Maior intensidade dos sintomas dos sinais sistêmicos- Taquicardia/bradicardia, hipertensão, eritema difuso ou
generalizado, dispnéia, broncospasmo, chiado, edema laríngeo, hipotensão moderada.

TRATAMENTO- Tratamento medicamentoso conforme sintomatologia, monitorização, ver necessidade de acionar a equipe de apoio (código amarelo ou correspondente).

 

 

GRAVE RISCO DE VIDA- Edema laríngeo (acentuado ou rapidamente progressivo), arresponsividade, parada cardiorrespiratória, convulsões, hipotensão acentuada, arritimias com manifestação clínica.

TRATAMENTO- Tratamento agressivo, equipe de apoio (código amarelo ou código azul no caso de parada cardirrespiratória),hospitalização.


http://medicalsuite.einstein.br/diretrizes/imagem/meios_de_contraste_iodado.pdf


TRATAMENTO




O uso de medicamentos prévia pode reduzir a chance de reação alérgica ao contraste. Entretanto, nenhum esquema foi capaz de prevenir completamente a sua recorrência. Além disso, nenhum estudo demonstrou redução de risco para pacientes que apresentaram reação alérgica grave, possivelmente devido à raridade desta manifestação, o que dificulta a sua comprovação científica. Em nosso serviço, reserva-se o uso da pré-medicação aos pacientes que apresentaram reações alérgicas leves ou moderadas e que não tenham contraindicação às drogas preconizadas. O componente mais importante do esquema é o corticóide e é necessário que seja administrado pelo menos 6 horas antes do uso do contraste para que se obtenha algum efeito. A via preferível é a oral, porém, caso seja necessário, pode-se substituir pela via venosa (200 mg IV de hidrocortisona – Solucortef)12 horas e 2 horas antes do exame. O uso do anti-histamínico (H1) reduz a incidência de angioedema, de urticária e de sintomas respiratórios. Recomenda-se o uso oral 2 horas antes do exame (padronizado cloridrato de fexofenadina - Allegra 60 mg). Se a via venosa for necessária, pode ser substituído por 50 mg difenidramina - Benadryl. O uso de anti-histamínicos H2 é controverso e não é recomendado pelo nosso serviço, pois existem relatos de aumento da incidência de reações alérgicas com o seu uso.



OUTROS TRATAMENTOS:

 


Os seguintes medicamentos são padronizados para o tratamento das reações adversas e podem ser achados no kit de reação alérgica ou no carrinho de parada, conforme descrito em documentos específicos:

 

 

MEDICAMENTO

 

DOSE

 

VIA

 

INDICAÇÃO
(O2) 6 a 10L/min Máscara
Sempre que houver qualquer sintoma respiratório, alteração cardiovascular e convulsão.

Adrenalina
(1:1.000)

 

0,1 a 0,3 mL(mg)

0,01mL(mg)/Kg em crianças repetir: 3 a 5min Máx. 3 doses

SC/IM
Reações alergicas moderadas extensas ou em progressão ou associadas a alteração sistêmica. Edema laríngeo inicial ou broncoespasmo sem resposta a medicamento inalatório.





Adrenalina
(1:10.000)
1 a 3 mL (0,1 a 0,3
mg)
0,1 mL/kg (0,01
mg/kg)em crianças
IV
Edema laríngeo, reações graves, com alterações sistêmicas. Necessidade de resposta mais rápida que SC



Difenidramina
(Benadryl)
25 a 50 mg (adulto)
1 a 2 mg/kg
(crianças)
VO/IM/IV
Reações alérgicas leves ou moderadas que necessitem tratamento como urticária e edema facial


Fexofenadina
(Allegra D)
60 mg (12/12h) VO
Reações alérgicas leves
ou prescrição
ambulatorial
Salbutamol
(Aerolin)
2 a 3 puffs Inalatória
Edema laríngeo leve ou
broncoespasmo
Soro fisiológico
ou Ringerlactato
500 mL IV
Hipotensão
Atropina 0,6 a 1 mg IV,
repetir a cada 3-5
min,máx 3 mg
0,02 mg/kg
(crianças) máx 0,6
mg/dose, máx 2 mg
IV
Hipotensão com
bradicardia (reação
vagal)
Diazepam
(Valium)
5 mg IV
Convulsão

 

 

 

http://medicalsuite.einstein.br/diretrizes/imagem/meios_de_contraste_iodado.pdf

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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