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Controle de Qualidade em Mamografia

 

Teste de controle de qualidade em aparelhos de Mamografia

1.1 Alinhamento entre o campo de raio X e o filme radiográfico

Propósito: Garantir que o campo de raios X não se projete além das dimensões do filme radiográfico.

Material:

  • 3 chassis carregados;
  • Objetos metálicos marcadores (3 moedas e 1 chave).

Método:

1- Posicionar os dois chassis (um de frente para o outro);

2- Colocar o terceiro chassi no bucky;

3- Colocar os marcadores sobre os filmes de maneira a facilitar a leitura do resultado (alinhar as duas moedas á bandeja de compressão);

4- Realizar uma exposição com técnica manual: 28 Kv e 20 mAs;

5- Revelar os filmes e coloca-lós da mesma forma que foram expostos.

 

 

A- Arranjo do teste de alinhamento, entre o campo de raios X e o filme radiográfico.

 

filme

ALINHAMENTO ENTRE O CAMPO DE RAIOS X E O RECEPTOR DE IMAGENS
O alinhamento do campo de raios X e do receptor de imagens pode ser medido com o auxílio de dois chassis carregados e duas moedas. Coloca-se o primeiro chassi dentro do bucky e o segundo sobre a bandeja de suporte da mama projetado cerca de 3 cm na direção da parede torácica. Marca-se a posição da bandeja de compressão do lado da parede torácica, colocando as moedas na parte superior do segundo chassi. Utiliza-se, para sensibilizar os filmes, uma técnica manual de 28 kV e 20 mAs. Após revelados, posicionam-se os filmes num negatoscópio, utilizando as imagens das moedas como referência. É possível medir o desalinhamento entre a posição do filme dentro do bucky e o campo de raios X.





O objetivo principal desse teste é verificar o alinhamento entre o campo de raios X (real) e o filme que se encontra no bucky em condições de exame. É importante essa verificação para se garantir que o colimador está posicionado de maneira adequada, de forma que o campo de radiação esteja atingindo toda a área do filme (garantindo o "uso" do filme) e ao mesmo tempo sem avançar além dos limites do filme na posição da parede torácica principalmente (pois exporia desnecessariamente a paciente) e nas laterais do filme.
A forma padrão para realização desse teste (por nós da VISA-MG) é com três chassis (18x24) carregados e alguns objetos opacos (moedas e chave). Posiciona-se um chassi no bucky normalmente, os outros dois um de frente pro outro sobre a bandeja de suporte da mama, e ligeiramente avançados em direção à posição da parede torácica (para garantir que vai se observar os limites do campo real caso esteja avançando os limites do filme). Coloque algumas moedas e chaves sobre os chassis para facilitar a montagem adequada posterior a revelação e leitura do teste. sugiro que coloque sempre uma chave em um dos lados, uma moeda maior na junção dos dois chassis, e outras duas alinhadas com a bandeja de compressão, expõe-se dessa forma os filmes (com uma técnica baixa), revele todos os filmes, e depois com a ajuda das marcas feitas pelos objetos opacos monta os filmes no negatoscópio com o chassi do bucky por baixo e os outros dois sobrepostos a ele (remontando a posição da montagem para irradiação).
Dessa forma você tem a posição do filme que vai ser usado normalmente (do bucky) e com os outros dois você identifica "onde" está o campo de radiação real, podendo medir inclusive se está deslocado do filme do bucky ou não.

Os limites que nós adotamos para esse teste são de 1% da distância foco-filme na parede torácica e 2% nas laterais do filme. A distância foco-filme normalmente varia entre 60 e 65cm.


Maurício de Oliveira - Núcleo de Vigilância Sanitária/NUVISA
Superintentendência Regional de Saúde de Uberaba - SES-MG


 

chassiazul

AVALIAÇÃO

Os raios X devem cobrir todo o filme, mas não devem ultrapassar a bandeja de suporte da mama no lado da parede torácica em mais de 1% da distância foco-filme (DFF) e em mais de 2% da DFF nas laterais (esquerda ou direita), do filme. Se o campo de radiação excede a margem da parede torácica do filme em mais de 1% da DFF ou se o campos de radiação excede em mais de 2% da DTT as margens laterias (esquerda e direita) do receptor de imagem, deve ser solicitado ajuste.

 

 

Resultado

 

 

1.2 CONTROLE AUTOMATICO DE EXPOSIÇÃO

Propósito: Garantir a constância do enegrecimento da mamografia para mamas de diversas espessuras.

Material:

  • Simulador de mama (Phantom Mama);
  • 1 chassi;
  • 4 filmes.

Método:

1- Com o controle automático de exposição ativado realizar exposições do simulador com as espessuras de 5cm, 4cm, 3cm, 2cm;

2- Usar o mesmo chassi nas 4 exposições;

3- Usar um identificador/ numerador para identificar as espessuras usadas;

4- Selecionar a técnica de 28 Kv e registrar os valores do produto corrente X tempo (mAs), para cada espessura. Caso o equipamento possua CEA totalmente automático, registra a tensão e o mAs escolhidos pelo equipamento. Caso o equipamento não possua o dispositivo para CEA, solicitar ao técnico que realizar os exames pra selecionar a técnica para cada espessura do simulador;

5- Revelar os filmes;

6- Medir e registrar a densidade ótica de fundo (DO) das 4 imagens.

 

AVALIAÇÃO

Todas a s variações de densidade óticas devem estar compreendidas no intervalo de -+ 20% do valor da densidade ótica de referência (DO para a espessura de 5cm sendo desejáveis <-+10%)

 

 

phanton

 

1.3 FORÇA DE COMPRESSÃO

 

Propósito: Assegurar a compressão adequada da mama para o exame

Matérial:

  • Balança comum (de piso);
  • 2 toalhas pequenas.

Método:

1- Colocar a toalha sobre o suporte da mama; (para evitar danos ao suporte);

2- Posicionar a balança sobre o suporte da mama;

3- Colocar uma toalha sobre a balança;

4- Acionar o pedal de compressão uma única vez, até que a maxíma compressão seja atingida e registrar o valor medido .

 

 

AVALIAÇÃO:

O valor de compressão deve estar entre 11 a 18 Kg.

 

Arranjo do teste da força de compressão

1.4 ALINHAMENTO DA BANDEJA DE COMPRESSÃO

Propósito: Garantir o alinhamento da bandeja de compressão da mama.

Matérial:

  • Espuma 20cm x 15cm (densidade 33 ou 35);
  • Régua pequena.

Método:

1- Posicionar a espuma sobre o suporte da mama;

2- Acionar o pedal de compressão( não é necessário que atinja a compressão máxima);

3- Medir a distância entre o suporte da mama e os quatro vértices da bandeja de compressão;

4- Registrar as medidas.

AVALIAÇÃO

È permitida uma deformação mínima sendo aceitável 5mm no maxímo

Arranjo do teste de alinhamento da bandeja de compressão

 

 

1.5 TESTES DE CONTROLE DA QUALIDADE DOS SISTEMAS DE REGISTRO

 

Integridade dos chassis

Próposito: Assegurar o contacto entre filme e a tela intensificadora dos chassis.

Matérial:

  • Todos os chassis em uso;
  • Um filme para cada chassi;
  • Objeto teste (malha métalica);
  • Identificadores para cada chassi testado.

Método:

1- Posicionar o chassi carregado sobre o suporte da mama;

2- Colocar o objeto de teste (malha) sobre o chassi e identificar o chassi;

3- Fazer a exposição usando técnica manual de 28 Kv e 20 mAs;

4- Revelar os filmes e colocar no negatóscopio para avaliação.

AVALIAÇÃO

Se permite a ocorrência de no máximo 5 áreas de fraco contato com 1 cm de diâmetro

 

 

ecranmama

 

 

Malha metálica e o resultado do teste de integridade dos chassis

 

1.6 TESTES DE CONTROLE DA QUALIDADE DAS IMAGENS RADIOGRÁFICAS

ARTEFATOS E UNIFORMIDADE DA IMAGEM.

Propósito: Garantir uniformidade da imagem e a ausência de artefatos.

Matérial:

  • Filme do phantom exposto e revelado no serviço;
  • Negatoscópio e lupa.

Método: Em condições adequadas de luminosidade, verificar a existência de artefatos e as condições de uniformidade da imagem.

Avaliação: A imagem deve ter tons de cinza uniformes e estar isentas de artefatos.

 

LIMITES DE DEFINIÇÃO E CONTRASTE DE IMAGEM DO SIMULADOR MAMOGRÁFICO

Propósito: Garantir que os limiares de definição e contraste de imagem estão sendo alcançados.

Matérial:

  • Simulador de mama (Phatom);
  • Filme do phantom exposto e revelado;
  • Lupa de densitômetro.

Método

1- Em condições adequadas de luminosidade, contar o número de grades metálicas, grupos de microcalcificações, fibras, discos e massas observados na imagem e registrar os resultados.

2- Medir as densidades óticas nas cinco áreas de 1 cm de diâmetro que formam uma escala de tons de cinza, chamada de escala de alto contraste.

3- Com uma cópia do gráfico de calibração do phantom registrar, graficamente, registrar o valor de cada uma das cinco densidades óticas da escala de alto contraste no seu respectivo degrau. Traçar a reta que melhor ajusta os pontos e determinar a sua inclinação(indice de contraste).

 

 

AVALIAÇÃO

O índice de contraste deve apresentar uma variação máxima compreendida no intervalo de -+ 10% do valor da calibração. Devem ser visualizados, no mínimo, 4 grades metálicas com definição, 7 discos de baixo contraste, 4 fibras, 4 grupos de microcalficicações e 4 massas tumorais. A não visualização destes objetos até os valores de referência, indica que há perda de definição e/ou contraste que deve ser identificada e corrigida. O mesmo deve ser feito caso o índice de contraste esteja fora dos limites de aceitação.

 

microcalcificacao

Limites de aceitação para a visualização dos objetos no teste phantom utilizados para a avaliação dos limiares de definição e contraste de imagem.

 

1.7 TESTES DE CONTROLE DE QUALIDADE DAS SALAS DE LAUDO

LUMINAÇÃO DE NEGATOSCÓPIO

Propósito: Verificar a luminância (brilho) do negastoscópio de mamografia, para assegurar as condições adequadas de visualização das imagens radiográficas.

Material:

  • Chave de fenda;
  • Fotômetro, aparelho que mede a luminância de negatoscópio.

 

fotometro

Fotômetro- Utilizado para medir a iluminação da sala de laudo e aluminância do negatoscópio

 

Método:

1- Desligue o negastoscópio e remova a janela com a chave de fenda. Verifique a lâmpada fluorescente, a voltagem correta e a descoloração da janela. Limpe ou troque se necessário. Quando terminar, coloque a janela no negatoscópio e parafuse;

2- Para medir o nível de luminância do negatoscópio, usa-se um fotômetro sendo a unidade recomendada "cd/m2 ;

3- Colocar o fotômetro a 22 cm de distância do negatoscópio com as luzes da sala apagada, ou nas condições de trabalho, fazer 3 medidas e tirar a média;

4- Para medir a uniformidade do negatoscópio deve-se dividir o negatoscópio em quatro quadrantes;

5- Fazer a leitura do centro do negatoscópio, e comparar com a leitura dos quadrantes.

 

AVALIAÇÃO

O negatoscópio para prática mamográfica deve ter luminância em torno de 3500 cd/m2. A luminância de cada negatoscópio no hospital ( ou serviço ) deve ser comparada com outro negatoscópio, e não pode ter um desvio maior que +- 15%. O desvio da uniformidade do negatoscópio não deve ser superior que -+ 15%.

 

 

2.0 QUALIDADE NO PROCESSAMENTO

 

O comportamento diário do sistema de processamento pode ser medido por sensitometria. Neste método, um filme é exposto ao sensitômetro e em seguida revelado, produzindo-se assim uma escala graduada de tons de cinza com 21 degraus. A curva representativa das densidades óticas versus, os números dos degraus é chamada de curva característica do filme. Um método simples para controle de rotina da processadora consiste em monitorar a densidade ótica em três degrau da escala sensitométrica, sendo cada um correspondente a cada uma das três regiões que compõem a curva. Desta maneira, são obtidas informações pertinentes á qualidade do processamento.

 

Sensitômetro

http://comptonconsultoria.com.br

 

 

Esses degraus são o seguinte;

  • Degrau base +velamento - degrau nº 1- corresponde á parte do filme que não é exposta a nenhuma quantidade de luz;
  • Degrau de velocidade - degrau da escala sensitométrica que apresenta a densidade ótica mais próxima de 1.3 DO (densidade ótica), acima da densidade ótica de base + velamento;
  • Degrau de contraste - Na escala sensitométrica, o degrau de contraste, está quatro degraus acima do degrau de velocidade.

 

Registro de testes:

Densidade ótica do degrau de base + velamento - Valor padrão menor 0.23 (OD).

Densidade ótica do degrau de velocidade - (Valor padrão 1,30 a 1,80 OD).

Densidade ótica do degrau de contraste- (Valor padrão maior que 3,40 OD)

RESÍDUO DE FIXADOR NO FILME REVELADO

O teste de retenção de fixador permite estimar a quantidade retida de tiossulfato (hypo) no filme depois de processado. Esse teste deve ser feito trimestralmente. Alta quantidade de retenção de tiossulfato indica lavagem insuficiente do filme, tendo impacto na estabilidade e qualidade da imagem radiográfica do filme a curto e longo prazo.

O procedimento de teste consiste:

1- Processar um filme sem ele ser exposto á radiação;

2- Colocar o filme processado em uma folha de papel branca;

3- Se usar um filme de emulsão simples colocar a emulsão para cima;

4- Trabalhar sob condições adequadas de iluminação (evitando brilhos de luz ou luz solar)de preferência na câmara escura.

5- Pingar uma gota da solução de retenção de tiossulfato, que deve ser colocada sobre a emulsão do filme, ( como mostra a imagem abaixo). A solução manchará uma área no filme depois de 2 minutos. Comparar a mancha que ficou no filme com tabela de cores do fabricante de retenção de tiossulfato, como no exemplo. È permitida uma quantidade de resíduo de fixador de até 2ug/cm2.

 

fixador

 

Teste de retenção de fixador, e comparação da mancha do filme formada pelo teste com a imagem de referência fornecida pelo fabricante.

 

CHASSIS E ECRANS

 

Cada chassi deverá ser identificado com a data do início de uso. A limpeza dos écrans deve ser realizada diariamente ( e sempre que for necessária), com auxílio de compressa cirúrgica limpa e seca.

PRODUTOS QUÍMICOS PARA O PROCESSAMENTO

Os produtos químicos para processamento (revelador e fixador) devem ser preparados semanalmente ou quinzenalmente, dependendo do volume de exames, segundo as instruções do fabricante para a proporção adequada. Recomenda-se não fazer uma quantidade maior para não haver oxidação da mistura.

CÂMARA ESCURA

A limpeza da câmara escura deve ser rigorosa, realizada diariamente, para evitar acúmulo de poeira. A vedação deve sempre ser verificada, e o filtro da lanterna de segurança deve ser específico para filmes sensíveis á luz verde.

Material para limpeza da câmara escura:

  • Pano tipo Perfex;
  • Esponja tipo 3M;
  • Pano de limpeza;
  • Duas jarras de plástico e com marcação de volume;
  • Um bastão de plástico para misturar revelador;
  • Um bastão de plástico para mistura fixador.

 

ARTEFATOS

Os artefatos em imagens mamográficas podem ter diversas origens e se apresentam principalmente como pontos, listras, manchas claras ou escuras ou regiões embaçadas na imagem. Mais de 90% dos artefatos são causados pelo próprio técnico , devido á manipulação inadequada dos filmes. Esse tipo de artefato ,causado por dobras,amassamento ou excesso de pressão sobre o filme durante a mamipulação, antes ou depois da revelação aparece na imagem como manchas claras ou escuras, em forma de meia-lua. O armazenamento incorreto das caixas de filmes, na posição horizontal, também é causa de artefatos ocasionados pela pressão. No caso de mamografia, um cuidao extra deve ser tomado no momento em que o chassi é carregado, pois o filme possui emulsão somente em um dos lados (o lado fosco) e a orientação correta do filme no chassi é fundamental para a produção de uma boa imagem. A eletricidade estática pode produzir artefatos em forma de árvore ou coroa, ou como pontos ou manchas na imagem radiográfica, causados por uma faísca, observadas em alguns casos durante a manipulação do filme. O uso periódico de substâncias antiestática para a limpeza dos ecrans e a manutenção do nível de umidade na câmara escura em torno de 50% podem auxiliar no controle desse problema. Danos no chassi também são causas constante de artefatos. Problemas como rachaduras ou amassamento na superficíe, danos nas dobradiças, ou nos fechos, e ar ou substâncias estranhas entre a superficíe do ecran e o filme prejudicama boa formação da imagem. O mal funcionamento da grade antidifusora proporciona uma imagem final gradeada, na qual podem ser observadas listras ocasionadas pela imobilidade ou movimento inadequado da grade. Artefatos causados por processadoras automáticas podem ter duas origens problemas nas soluções químicas ou problemas no transporte dos filmes. Rolos sujos causam marcas ou arranhões nos filmes, que se repetem de maneira sistemática, independentimente da posição em que o filme for inserido na processadora.
Por isso esse tipo de artefato pode ser facilmente detectável.

Uma forma de se iniciar a investigação da origem dos artefatos consiste em revelar dois filmes expostos especificamente para este teste, ou seja filmes que não sejam de pacientes. De acordo com o desenho abaixo, um dos filme é inserido na bandeja e girado em 90º em relação ao outro. Se o artefato permanecer na mesma direção em ambos os filmes, isso indica que o artefato foi causado durante o processamento. Se a direção do artefato não permanecer na mesma direção em ambos os filmes, isso indica que a origem está associada ao equipamento de raios X ou um de seus componente ou pelo chassi radiográfico.

artefatomama

Figura A - Artefatos de processamento Figura B- Artefatos do equipamento de raio X

Em A o artefato permanece na mesma direção em ambos os filmes e foi causado durante o processamento. Em B a direção do artefato não permanece na mesma direção em ambos os filmes, indicando que a origem está associada ao equipamento de raio X ou um de seus componentes ou pelo chassi radiográfico.

 

ANÁLISE DOS FILMES PERDIDOS

 

Os filmes perdidos devem ser guardados para avaliação.

No final de cada mês os fimes são separados pelo tipo de erro (técnica inadequada, posicionamento incorreto, processadora com problema), sendo assim possível assim identificar a causa das perdas e tentar corrigi-lás, atuando na área específica- Exemplos: muitos filmes perdidos por erro de posicionamento, mostram a necessidade de reciclagem de pessoal, ou falta de atenção. Muitos filmes são perdidos por falhas de processamento, isso mostra que problemas com a processadora devem ser resolvidos (falta de limpeza, erro na preparação dos químicos, marcas de rolos, resíduos de químicos ,sub-revelação etc). A causa mais comum de perda de filme estão relacionada com paciente (movimento, biotipo), com a técnica ( posicionamento inadequado, identificação incorreta; com aparelho (grade), falta de regulagem do sitema de compressão, falta de constância do controle de exposição automático, artefatos de manuseio do filme (riscos ou marcas de dedo), velamento do filme, falta de limpeza dos chassis. Admite-se perda de até 5% dos filmes utilizados.

 

PERIODICIDADE DOS TESTES E ROTINAS

testemama

CAUSAS DE IRREGULARIDADES NO PROCESSAMENTO

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ES- (escala sensitométrica) - DO (densidade ótica)

Fonte complementar de pesquisa- http://www.mra.com.br/downloads/instrucoes_testes.pdf

 

Curiosidades em Mamografia

 

1. Como é o exame de mamografia de controle (quais os tipos de imagens feitas)? Que tipos de imagens são feitas para um exame de diagnóstico?
Nos exames de mamografia de controle, cujo objetivo é identificar o câncer na população assintomática, são feitas duas imagens de raio-X de cada mama: uma oblíquo mediolateral e outra crânio caudal. Em um exame de diagnóstico são incluídas projeções de raios-X adicionais, já que tem como objetivo uma avaliação mais específica das anormalidades. Isto inclui vistas magnificadas, vistas com compressão de pontos, e também são realizados estudos com biópsias com raio-X estereotáxicas e outras modalidades de imagens.

2. Qual a faixa de energias utilizadas num tubo de RX para mamografia? O que isso acarreta em termos da relação entre as correntes do filamento e tubo?
A faixa de operação do tubo está entre 10 e 15 keV, onde a diferença de atenuação de tecido normal e maligno é a maior. Devido ao efeito carga-espacial que surge, pode-se observar uma relação não-linear entre corrente do filamento e corrente do tubo.

3. Quais as principais características do anodo de mamografia?
Tubos de raios-X para mamografia utilizam um anodo rotatório. O material mais comum para o anodo é o Molibdênio (Mo) (embora o Ródio (Rh) e o Tungstênio (W), também sejam usados). A escolha do Mo é devido a sua radiação característica que ocorre em 17.5 e 19.6 keV.

4. Sabendo que o FOV típico em mamografia é 24x30cm e a distância fonte-imagem (SID) é 65cm, qual deve ser a ordem do ângulo efetivo do anodo? O que é ângulo efetivo? Por que é importante que o ângulo do anodo seja pequeno?
Ângulo efetivo do anodo em um tubo de raio-X de mamografia é definido como o ângulo do anodo relativo à montagem horizontal do tubo ( ângulo do anodo + “tilt” do tubo). A ordem do ângulo efetivo do anodo para um FOV 24x30 cm a uma SID de 65 cm é ao menos 20 graus. Um pequeno ângulo do anodo permite aumentar a miliamperagem sem superaquecer o tubo, porque o tamanho real do ponto focal é muito maior que o tamanho do ponto focal projetado (efetivo).

5. Como é posicionada a mama em relação ao catodo e anodo? Por quê?
A baixa intensidade de raios-X no lado do campo onde está o anodo (efeito heel) é muito notável na mamografia para uma SID pequena. Uma melhor uniformidade dos raios-X transmitidos através da mama pode ser obtida posicionando a parede torácica sob o cátodo e o mamilo sob o anodo.


6. Qual é o intervalo ótimo de energias de RX para mamo? Por que os fótons de RX de baixas e altas energias (comparados com este intervalo) são indesejáveis para mamo?
Uma ótima energia de raio-X para achar o melhor contraste do sujeito à menor dose de radiação seria um feixe monoenergético entre 15 a 25 keV, dependendo da composição e espessura da mama. Nos raios-X policromáticos do espectro de bremsstrahlung produzidos pelo tubo de raio-X não satisfazem esta condição. Os raios-X de baixa energia deste espectro entregam uma dose significante para a mama com pouca contribuição para a formação da imagem, e os de alta energia diminuem o contraste do sujeito.

7. Quais são os materiais mais comumente usados para alvo em mamo? Por quê?
Os materiais mais comumente usados em mamografia são o Molibdênio (Mo) e o Ródio (Rh), pois estes produzem maiores picos de raios-X característico na faixa de energia desejada (entre 17 e 23 keV).

8. Por que costuma-se usar filtros de mesmo material do alvo?
Filtros do mesmo elemento do alvo reduzem os raios-X e baixas e altas energias no espectro de raios-X e permitem transmissão de raios-X característicos. As linhas de emissão possuem energia um pouco abaixo da energia da “borda de absorção” correspondente, onde (coeficiente linear de atenuação) aumenta de forma abrupta. Portanto, um material atenuará seus raios-X característicos em menor intensidade do que fótons com energias mais altas ou mais baixas.

9. Quais as combinações alvo/filtro mais usadas?
As combinações alvo/filtro mais usadas são:
• Mo/Mo de 0.03mm
• Rh/Rh de 0.025mm
• Mo/Rh de 0.25mm

10. Quais as vantagens de se usar um alvo de tungstênio? Que filtros devem ser usados? Como é o espectro resultante comparado com os espectros mais comuns de molibdênio e ródio?
Alvos de Tungstênio tem maior eficiência de produção de bremsstrahlung relativa à Mo e Rh, permitindo maior carga de potência. Devem ser usados filtros de Mo e Rh. O espectro filtrado por estes materiais não possuem linhas de raios-X característicos.

11. Do que depende a HVL em mamo? Por que a ANVISA coloca limites máximos e mínimos para este parâmetro?
A HVL em mamo depende da faixa de kVp e combinações filtro/alvo utilizadas. Em geral, a HVL aumenta com altas kVp e altos números atômicos dos alvos e filtros. HVL também depende da espessura da pá de compressão. A ANVISA impõe limites mínimos e máximos para garantir que raios-X de baixa energia foram removidos do espectro e que o feixe não seja “mais duro” que o ótimo, respectivamente.

12. Quais as principais diferenças entre um gerador para mamo e um para RX convencional? Qual é o tipo de gerador mais usado em mamo?
As diferenças do gerador para mamografia e um gerador de raio-X convencional incluem: voltagem fornecida ao tubo, compensação carga-espacial, e circuito de controle de exposição automático (AEC). O tipo de gerador mais usado em mamografia é o gerador de alta freqüência (este gerador apresenta pequeno fator ripple, resposta rápida, fácil calibração e tamanho compacto).

13. Qual a principal diferença no circuito de AEC (phototimer) usado em mamo (em relação ao convencional)?Como funciona um circuito AEC? Quais os parâmetros levados em conta por este circuito?
A principal diferença entre este gerador e o convencional é que o detector AEC está localizado abaixo do cassete. O funcionamento do circuito AEC é igual ao convencional: Um sensor mede fluxo de fótons que atravessam o conjunto mama+grade+receptor, e durante a exposição as interações de raios-X com o sensor entregam elétrons que são coletados e acumulados em um capacitor. A voltagem no capacitor é comparada com uma voltagem referência, e quando estas forem iguais a exposição é finalizada. Este circuito leva em conta a técnica radiográfica (kVp, alvo/filtro) e nos casos do tempo estendido de exposição também avalia falha na lei da reciprocidade para achar a densidade ótica desejada no filme.

14. Por que é importante ter tempos de exposição “razoáveis” (nem muito curtos nem muito longos) em mamo? Como isso é conseguido?
Resposta dos filmes a longos tempos de exposição resultam na falha da lei da reciprocidade e inadequada densidade ótica do filme. Em mamas extremamente finas ou gordurosas, o circuito do phototimer ou resposta do gerador de raio-X podem ser muito vagarosos para terminar a exposição, causando ao filme muita exposição. Uma imagem clínica de exposição de mama deve ter uma densidade ótica de no mínimo 1.0 nas regiões glandulares densas na imagem do filme. É possível uma mudança no painel de controle do gerador para modificar a resposta do AEC, que são ajustes da voltagem de referência (aumento ou diminuição) para circunstâncias de imagens não usuais. Se a transmissão de fótons é insuficiente ara ser avaliada após um longo período de exposição, um backup timer termina a exposição.

15. Por que a compressão em mamo é tão importante?
A compressão da mama é importante para reduzir a sobreposição de anatomias e diminuir a espessura do tecido. Esta condição permite menos radiação espalhada, menos borramento da imagem e menor dose. A espessura uniforme também diminui a latitude da exposição, permitindo uso de filmes de maior contraste.

16. O que é Bucky Factor? Qual é a ordem do Bucky factor para mamo?
Bucky factor é a razão da exposição com a grade comparada com a exposição sem a grade para uma mesma densidade ótica do filme. Para grades de mamografia o Bucky factor é da ordem de 2 a 3, ou seja, a dose na mama é dobrada ou triplicada, mas resulta em cerca de 40% de melhora de contraste.

17. Quais as vantagens da mamografia de magnificação? E as desvantagens (limites)?
As vantagens da mamografia de magnificação são o aumento da resolução efetiva do receptor da imagem devido ao fator de magnificação, redução de ruído efetivo da imagem e redução da radiação espalhada devido ao airgap. As desvantagens é que este tipo de mamografia é limitado por: borramento devido a tamanho finito do ponto focal, resolução é pior do lado do catodo e o ponto focal pequeno limita a corrente no tubo em aproximadamente 25mA.

18. Como se comparam a dose e ESE (exposição de entrada de pele) para mamo de contato e para mamo de magnificação?
Exposição na entrada da pele e dose para mama são reduzidas pela ausência do uso de grade, mas são aumentadas pela curta distância do foco ao objeto. Em geral, a dose glandular média com magnificação é similar a mamografia de contato.

19. Quais as diferenças (características físicas e de performance) do sistema cassete-tela-filme para mamo comparado ao sistema para RX convencional?
São utilizados cassetes de baixa atenuação feitas de fibras de carbono, uma única tela é colocada na parte de trás do cassete, e o filme tem emulsão de um lado só. Velocidades para sistema tela-filme são classificadas em média (150 a 190) e regulares (100 ou par). Para comparação, uma velocidade do sistema par em mamografia requer uma exposição de 12 a 15 mR para alcançar a densidade ótica desejada, enquanto para o sistema par em radiografias convencionais requer apenas 2 mR. Detector tela-filme para mamografia tem maior resolução e maior contraste do que o sistema tela-filme de radiografias convencionais, mas também tem menos latitude de exposição, o que pode ser um problema quando fazemos imagens de mamas grossas e densas.

20. No que consiste o controle de qualidade para o processador de mamo? (Quais as ferramentas utilizadas, os índices que devem ser medidos, etc)
Para se realizar o controle de qualidade no processador de mamografia é necessário o uso de sensitômetro, densitômetro, termômetro e carta de monitoração. Com eles são medidos os índices de base+fog, velocidade e contraste.

21. No que consiste a biópsia estereotáxica de mama? Qual é o FOV usado?
A biópsia estereotáxica de mama consiste em um exame que permite a localização 3D e amostragem física de lesões suspeitas encontradas em mamogramas. São utilizadas duas vistas da mama, geralmente com ângulos de +15º e –15º. As projeções das lesões no detector movem na direção oposta do movimento do tubo, dependendo da profundidade da lesão. Medida do deslocamento permite determinar a distância da lesão ao detector, o que serve de base para inserção da agulha de biópsia, que irá coletar o tecido. São usados sistemas digitais com cálculos automáticos para procedimentos rápidos e precisos. O FOV usado é 5x5cm.

 

22. Quais as principais vantagens da mamografia digital de campo completo? E as principais desvantagens? Qual é a ordem de resolução espacial (para FOV 18x24cm) e de escala de cinza necessárias? Justifique.
As principais vantagens da mamografia de campo completo são: o aumento da latitude, que proporciona uma melhor visibilidade das lesões, e a possibilidade de utilização de CAD (computer aid-detection), ou seja, ajuda do computador para detecção, que fornece uma segunda opinião a respeito do resultado do exame. A maior desvantagem é em relação ao alto custo. Em mamografia, detectores tela-filme tem uma freqüência de amostragem efetiva de aproximadamente 20lp/mm, que é equivalente a um tamanho de pixel da ordem de 1/(2x20/mm)=1/(40/mm)=25 , Para cobrir uma área de 18x24cm requer uma matriz de tamanho 7,200x9,600 pixels. Considerando uma mama de 8cm de espessura, a exposição em áreas densas é cerca de 0,7mR, e talvez 100 vezes esta quantidade em áreas de menor atenuação na linha da pela, ou cerca de 70 mR. Uma escala digital de cinza entre 700 a 7,000 é preciso para detectar 1% na mudança de contraste gerado por diferenças de exposição, sendo necessária o uso de 12 bits (promovendo 4,096 níveis de cinza) a 13 bits (promovendo 8,192 níveis de cinza) por pixel.

23. Do que depende (fator de conversão ESSE para dose média glandular)?
O fator de conversão ESE para dose média glandular depende da qualidade da radiação (kVp e HVL), material do alvo, material do filtro, espessura da mama a composição dos tecidos.

24. O que é phantom de mamo? Quais as suas funções?
Phantom de mamografia é um objeto teste que simula as características radiográficas dos tecidos da mama comprimidos, e contém componentes que representam anormalidades da mama e câncer na imagem do phantom. Suas funções são determinar adequação do sistema de imagem completo (incluindo processamento do filme) em termos de detecção de achados radiográficos sutis e verificar a reprodutibilidade de características a imagem ao longo do tempo.

25. Qual é a composição do phantom de mamo?
O phantom de mama é composto por um bloco acrílico, um enxerto de cera, e um disco acrílico acoplado na superfície do phanton. Pretende-se simular as características de atenuação de uma mama padrão com espessura de mama comprimida de 4.2cm composta por 50% de tecido glandular e 50% de tecido adiposo. O enxerto de cera contém seis fibras de nylon cilíndricas de diâmetros decrescentes, cinco grupos simuladores de calcificações de tamanhos decrescentes (partículas de ), e cinco discos de baixo contraste de diâmetros e espessuras decrescentes que simulam massas.

26. Quais as exigências de controle de qualidade sobre a imagem do phantom?
Para passar nas exigências de controle de qualidade padrões, no mínimo quatro fibras, três grupos de calcificações e três massas devem ser claramente visíveis (sem artefatos óbvios) em uma dose glandular média de menos de 3mGy. Além do mais, densidade ótica no centro da imagem do phantom deve ser no mínimo 1.2 e não não deve mudar mais que ±0.20 do nível normal de operação. A diferença de densidade ótica entre o background do phantom e os discos de acrílico adicionados usados para avaliar o contraste da imagem não deve variar mais do que ±0.05 do nível de operação estabelecido.

27. Quais são os testes de CQ que devem ser realizados pelo técnico com freqüência: a) diária, b) semanal, c) quinzenal, d) semestral. E quais são os testes anuais a serem realizados pelo físico?
a) Testes relaivos ao processamento devem ser realizados diariamente: Densidade base+fog do processador, valor da densidade média do processador (MD), valor da diferença de densidade do processador (DD).
b) Reprodutibilidade e densidade ótica do centro da imagem do phantom, diferença de densidade entre phantom e background e marcação dos objetos testes do phantom.
c) Retenção de fixador no filme, repetição de análises e fog da sala escura (Darkroom).
d) Contato Tela-Filme e dispositivo de compressão.
Entre os testes anuais realizados pelo físico estão:
- Verificação do Sistema AEC
- Exatidão do indicador de tensão no tubo (kVp)
- Exatidão no tempo de exposição, quando aplicável
- Camada semi-redutora (HVL)
- Alinhamento do feixe central de Raios-X em relação ao sistema de compressão (X_Ray field/ligh field/compression device alignment)
- Rendimento do tubo
- Kerma no ar (linearidade da taxa e reprodutibilidade)
- Tamanho do ponto focal
- Vedação da câmara escura
- Uniformidade da velocidade do filme
- Controle de descompressão automático

 

Fonte:http://grande.site90.com/node/14

 

 

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