Membros Inferiores. ANATOMIA E POSICIONAMENTO Joelho/Patela/Tornozelo/Pé
AP de Joelho
Raio central: Alinhar o raio central em paralelo ao platô tibial: para paciente de porte médio, o RC fica perpendicular ao chassi. Direcionar o raio central a um ponto localizado aproximadamente 1cm distal ao ápice da patela. DFoFi 1m
Proteção: Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal.
Lateral de Joelho
Raio central: O ângulo do raio central é de 5º a 7º cefalicamente. Direcionar o raio central para um ponto localizado a 2,5 cm distal ao epicôndilo medial. Observação importante- O ângulo de flexão do joelho para a incidência em perfil é diferente em algumas Bibliografias, por favor prestar bastante atenção. Segundo Bontrager 5º Edição- 20 a30º; Segundo Biasoli- A perna forma um ângulo de 150º com a coxa; Segundo Adam Greenspan- Radiologia Ortopédica - Com uma flexão de aproximadamente 25° a 30° , o raio central com uma angulação cranial de 5° a 7°
Proteção: Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal.
Incidência Axial PA - Vista do Túnel (Tunnel View): Joelho-Fossa Intercondiliana.
Método de Holmblad Vista do Túnel (Tunnel de View)
Método de Camp Coventry-Decúbito ventral(flexão de 40º a 50º) --Método de Holmblad- posição de joelhos(flexão de 60° -70º) Decúbito Ventral:
De joelhos:
Raio central:1- Decúbito Ventral: Direcionar o RC perpendicular á perna(40º a 50º caudais para se compatilizar com o grau de flexão)
Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal. Fixar em volta da cintura na posição de gemuflexão e estender a proteção para baixo, até o nível médio do fêmur.
Incidência Axial AP: Joelho -Fossa Intercondiliana
Axial AP- Fossa Intercondiliana -(flexão do joelho de 40º e ângulo do RC a 40º)
Raio central:
DFoFi- 1m
Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal. Fixar em volta da cintura na posição de gemuflexão e estender a proteção para baixo, até o nível médio do fêmur.
Incidência Tangenciais(Axial ou Nascente):Patela Método de Merchant Bilateral
Realizar a radiografia com o paciente em decúbito dorsal com joelho flexionado a 40º sobre a extremidade da mesa de exame, repousando em um suporte para perna. O paciente precisa estar confortável e relaxado para que os músculos do quadríceps da coxa estejam totalmente relaxados.
Raio central:
Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal. Fixar em volta da cintura na posição de gemuflexão e estender a proteção para baixo, até o nível médio do fêmur.
Incidência Tangenciais(Axial ou Nascente):Patela
Incidência ínfero-superior- Flexão dos joelhos a 40 -45º
Raio central:
Observação: O principal vantagem desse método é a de não requer equipamento especial e de ser uma posição relativamente confortável para o paciente. Por conseguinte, o relaxamento total é alcançado com uma flexão do joelho a 40º 45º, se o suporte de tamanho apropriado for usado sob os joelhos. A única desvantagem está em segurar ou apoiar o chassi nessa posição, se o paciente não puder cooperar internamente.
Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal. Fixar em volta da cintura na posição de gemuflexão e estender a proteção para baixo, até o nível médio do fêmur.
Patela Incidência do Sol Nascente
Para essa incidência o paciente é colocado em decúbito ventral, com os joelhos flexionados a 115º. Raio central: Raio central é orientado para a patela com ângulo de -+ 15º cefálicos. DFoFi- 1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal. Fixar em volta da cintura na posição de gemuflexão e estender a proteção para baixo, até o nível médio do fêmur.
Método de Hughston - Flexão a 45º
Pode ser feito bilateralmente em um único chassi . Realizar a radiografia com o paciente em decúbito ventral, o chassi colocado sob o joelho; flexionar lentamente o joelho a 45º, manter o joelho; manter o pé do paciente seguro com atadura ou repousar o pé contra o colimador ou outro tipo de suporte, colocar almofada entre o pé e o colimador, se este estiver quente. Raio central:
Observação: Alguns autores sugerem menor flexão de apens 20º para evitar que a patela seja tracionada para dentro do sulco patelofemural,o que pode impedir a detecção de anormalidades sutis no alinhamento. Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal. Fixar em volta da cintura na posição de gemuflexão e estender a proteção para baixo, até o nível médio do fêmur.
Método de Settegast Flexão do joelho a 90º
Advertência: Essa flexão aguda do joelho não deve ser tentada até que tenha se descartado fratura da patela de outras incidências. Realizar a radiografia com o paciente em decúbito ventral , com o chassi sob o joelho; flexione lentamente o joelho a um ângulo mínimo de 90º; solicitar ao paciente que mantenha esta posição segurando uma atadura ou fita adesiva para manter posição. Raio central:
Observação: A principal desvantagem desse método é que a flexão aguda contrai o quadríceps da coxa e traciona a patela para dentro do sulco intercondiliano, reduzindo com isso o valor disgnóstico dessa incidência.
Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a área gonadal. Fixar em volta da cintura na posição de gemuflexão e estender a proteção para baixo, até o nível médio do fêmur.
Tornozelo AP
Realizar a radiografia com o paciente em decúbito dorsal; colocar um travesseiro para apoiar a cabeça. As pernas do paciente devem estar totalmente estendidas.
Raio central: perpendicular ao chassi, direcionado para o ponto médio entre os maléolos. DFofi -1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas.
Lateral (ou Látero-Medial) do Tornozelo
Raio central: perpendicular ao chassi, direcionado para o maléolo medial. DFoFi- 1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas.
Incidência Oblíqua AP Rotação interna 1
Para essa incidência o paciente e colocado em decúbito dorsal, e a perna e o pé rodados medialmente cerda de 35º. O pé deve ficar em um posição neutra formando um ângulo de 90º, com a porção distal da perna. Raio central: o raio central é direcionado perpendicular ao maléola lateral.
Incidência Oblíqua AP Rotação interna a 45º 2
Raio central: perpendicular ao chassi, direcionado para um ponto médio entre os maléolos. DFoFi- 1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas.
Incidências AP Forçadas
Raio central: perpendicular ao filme, orientado para um ponto médio entre os maléolos. DFoFi- 1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas. Fornecer luvas e escudo de chumbo á pessoa que aplicará a manobra, se as posições forçadas forem executadas durante as exposições.
Articulação talocrural (tornozelo) Incidência Oblíqua Posterior Interna Semi-Axial (Broden)
Também denominada como incidência de Broden, corresponde a uma série de quatro incidências que variam em função do ângulo de incidência do raio central. São utilizadas como complementares no estudo radiográfico da articulação talocrural (tornozelo). O paciente deve permanecer imóvel durante a realização da incidência. Posição do paciente: O paciente deve estar deitado ou sentado em decúbito dorsal na mesa bucky, com o membro inferior a ser radiografado estendido e posicionado com a superfície posterior apoiada na mesa. Posição do pé do paciente: O pé do lado a ser radiografado, deve formar um ângulo de 90º, com a perna. Rodar internamente (medialmente) a perna (e o pé), até que forme um ângulo de 45º com o chassi. Fig-15.59 Raio central: Incide com angulação céfalica de 10º,20º,30º e 40º, entrando na topografia do maléolo lateral.
Fig15.59- Posicionamento do paciente para a radiografia do calcâneo em oblíqua posterior interna semi-axial
Fig-15.60- Anatomia radiográfia do calcâneo em oblíqua posterior interna semi-axial 1- Calcâneo ; 2- Tálus 3- Tibia; 4- Fíbula Fatores radiográficos: Kv=2e+k, aproximado na faixa de 70 Kvs -+5 , mAs: aproximado na faixa de 15 mAs -+ 5mAs , distância foco-filme de 1m. Parametros de avaliação técnica do calcâneo em oblíqua posterior interna semi-axial (Broden) nas imagens acima; - A articulação talofibular deve apresentar-se aberta; - A sindesmose tibiofibular é projetada na radiografia; - O sustentáculo do tálus é projetado (superposto) na radiografia.
OBS: Sindesmose: È nome que se dá, em anatomia ao tipo de articulação fibrosa permeada por tecido fibroso, como membrana ou ligamento interósseo. As articulações fibrosas compreendem três tipos: sutura, sindesmose e gonfose. Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Sindesmose Fonte: Técnicas Radiográficas - Princípios Radiográficas , Anatomia Básica e Posicionamento
Incidência AP de Pé
Realizar a radiografia com o paciente em decúbito dorsal, flexionar o joelho, e colocar a superfície plantar (sola do pé) encostada no chassi. Estender o pé e manter a superfície plantar repousando sobre o chassi firmimente.. Alinhar e centralizar o eixo longitudinal do pé com o raio central e com o eixo longitudinal do chassi. Raio Central: Inclinar o raio central em um ângulo de 10º posteriormente em direção ao calcanhar e direcionado aos metatarsos especificamente na base do terceiro metatarso.
DFoFi- 1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas. Fornecer luvas e escudo de chumbo á pessoa que aplicará a manobra, se as posições forçadas forem executadas durante as exposições.
Oblíqua de Pé
Paciente em decúbito dorsal ou sentado, dependendo das condições. Flexionar o joelho, com a superfície plantar sobre a mesa de exame; girar ligeiramente o corpo na direção oposta do lado em questão. Alinhar e centralizar o eixo longitudinal do pé com o raio central e com o eixo longitudinal da porção do chassi a ser exposta. Rodar medialmente o pé para colocar a superfície plantar a 30º a 40º em relação ao plano do chassi. Raio Central: posicionar o raio central perpendicular ao chassi, direcionado para a base do terceiro metatarso.
Lateral de Pé Médio-Lateral
Paciente em decúbito lateral. Flexionar o joelho 45º. Colocar a perna oposta atras da perna em questão, para evitar uma rotação excessiva da perna afetada. Se possível flexionar o pé dorsalmente para ajudar no posicionamento e fornecer uma posição lateral verdadeira do pé e tornozelo. Raio Central: perpendicular ao chassi, direcionado para o cuneiforme médio ou seja, ao nível da base do terceiro metatarso. DFoFi- 1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas. Fornecer luvas e escudo de chumbo á pessoa que aplicará a manobra, se as posições forçadas forem executadas durante as exposições.
Pé com carga AP
Paciente em posição ortostática, com o peso do corpo bem distribuído em ambos os pés, os pés devem estar paralelos entre si. Raio Central: Angulação de 15° posteriormente em direção ao ponto médio entre os pés, ao nível dos metatarsos.. DFoFil-1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas.
Pé com carga Lateral
Paciente em posição ortostática, com o peso distribuído igualmente entre os pés. O paciente deve ficar em pé sobre o suporte de madeira, no qual deve ter encaixe para o chassi, com mostrado abaixo. Raio Central: O raio central deve ser direcionado horizontalmente em direção, ao nível da base do terceiro metatarso. DFoFil-1m Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas.
Pé sem Perna - Método de Camon
PP: Paciente em ortostático, com os pés sobre o chassi, com o pé em AP (paciente em pé sobre o chassi). Filme: 24 x 30 panorâmico na longitudinal, sem bucky. DFF: 1 metro. RC: Neste exame, são realizados dois disparos de raios-x . Obs.: Essa incidência é útil para demonstrar o eixo do 1º com o 2º metatarso, para avaliação de pé plano. Avalia-se também a joanetes. IC: Fraturas, joanetes e pé plano. Téc.: Kv 36, F 100, mAs 12. - nos dois disparos. Para esse cálculo, foi usada a constante = 20. (Técnica depende de cada aparelho) Proteção- Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica para proteger as gônadas.
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