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Exames Contrastados

 

 

ESTUDO RADIOLÓGICO DO SISTEMA DIGESTÓRIO (TUBO DIGESTIVO)

ESTUDO RADIOLÓGICO DA DEGLUTIÇÃO (DEGLUTOGRAMA)

Noções de Fisiologia da Deglutição.

A deglutição (ato de engolir ) é um processo complexo que transfere o bolo alimentar da boca através da faringe e esôfago para o estômago. Ocorre em três estágios:

1º estágio- È voluntário. O bolo alimentar é comprimido contra o palato e empurrado da boca para a parte oral da faringe, principalmente pelos músculos da língua e pelo palato mole.

2º estágio- È involuntário e rápido. O palato mole é elevado, separando a parte nasal da oral, e a laríngea da faringe. A faringe torna-se larga e curta para receber o bolo alimentar á medida que os músculos supra-hióideos e os músculos longitudinais se contraem, elevando a laringe.

3º estágio- È também involuntário. A contração sequencial de todos os três músculos constritores força o bolo alimentar para o esôfago.

 

ESTUDOS RADIOLÓGICO

 

Esse exame é dinâmico e consiste na análise da deglutição do paciente. Deve ser realizado pelo médico radiologista sob radioscopia com intensificador de imagem e monitor e documentado através de cinerradiografia ou gravação em fita de vídeo. O estudo radiológico é realizado com o paciente em posição ortostática (em pé) ou sentado, nos planos frontal e sagital. È iniciado com a observação e documentação da deglutição de um gole da suspensão de sulfato de bário dado ao paciente. O estudo pode prosseguir com a observação da deglutição de alimento pastoso e, depois, de alimento sólido, ambos misturados ao sulfato de bário. Esses exame deve ser realizado com muito cuidado, pois há o risco do paciente aspirar o meio de contraste (contraste no pulmão).

Aspiração de bário (Imagem de fonte desconhecida)

 

ESTUDO RADIOLÓGICO DO ESÔFAGO

 

Também denominado de seriografia do esôfago, trânsito esofagiano ou esofagografia, deve ser realizado pelo médico radiologista sob radioscopia com intensificador de imagem e monitor.

 

PREPARO DO PACIENTE PARA EXAME.

 

Para a realização de uma esofagografia é aconselhável que o paciente esteja em jejum por aproximadamente 3 a 6 horas.

 

 

REALIZAÇÃO DO EXAME

 

Esse exame é realizado com a utilização do sulfato de bário como meio de contraste. Consiste no estudo da dinâmica do trânsito esofagiano, da elasticidade parietal e da mucosa do esôfago. Deve também ser pesquisa a presença (ou não) de refluxo gastroesofagiano. O estudo deve ser iniciado com a observação radioscópica da deglutição de um gole de contraste (sulfato de bário) pelo paciente, em posição ortostática (em pé). Após essa observação o estudo é continuado com a documentação radiográfica. Para rotina do estudo radiológico do esôfago o paciente deve ser posicionado em oblíqua anterior direita ( OAD) na mesa de exames, com o esôfago posicionado adiante da coluna torácica ( observado com auxílio da radioscopia). (Fig. 18.4). Com esse posicionamento, são realizadas incidências com o esôfago cheio de contraste (sulfato de bário), com o paciente em inspiração máxima, e com o esôfago vazio (Fig.18.5). A pesquisa do refluxo gastroesofagiano é feita através de radioscopia com intensificador de imagens e monitor, ao final do exame, com o estômago cheio de contraste (sulfato de bário). São realizadas diversas manobras com o objetivo de aumentar a pressão intra-abdominal. A presença de refluxo deve ser documentada. Em função do tipo de patologia a ser pesquisada pode ser necessária a utilização de outras incidência realizadas com o paciente em posição ortostática (em pé) e/ou decúbito (deitado) , tais como perfil, ântero-pósterior (AP), póstero anterior (PA), e oblíqua anterior esquerda (AOE) ou oblíqua posterior D (APD).

 

 

Figura.18.4 - Posicionamento do paciente em (OAD), na mesa de exames para realização de esofagografia.

 

 

Figura.18.5 - Radiografia do esôfago em (OAD) esofagografia.

 

 

ESTUDO RADIOLÓGICO DE ESÔFAGO, ESTÔMAGO E DUODENO

Também denominada seriografia do esôfago, estômago e duodeno (SEED). Possui esse nome, pois é realizada radiografias em série das estruturas anatômicas (esôfago, estômago e duodeno).

 

PREPARO DO PACIENTE

 

Para a realização de uma seriografia do esôfago, estômago e duodeno o paciente deve estar em jejum absoluto, sem fumar por aproximadamente 12 horas, ao longo da noite. Isso deve ser feito com o objetivo de evitar o acúmulo de secreção e alimentos no estômago, propiciando uma melhor aderência do meio de contraste á mucosa do estômago.

 

REALIZAÇÃO DO EXAME

 

Esse exame é realizado utilizando-se o sulfato de bário e o ar como meio de contraste. Consiste no estudo da dinâmica, da elasticidade parital e da mucosa do esôfago do estômago e do duodeno; e do estudo do arco duodenal. Deve também ser pesquisada a presença (ou não) de refluxo gastroesofagiano (ao final do exame). O estudo radiológico deve ser iniciado com a observação feita pelo médico radiologista através da radioscopia, da deglutição de um gole de contraste (sulfato de bário) pelo paciente, em posição ortostática(em pé). Após essa observação o estudo é continuado com a documentação radiográfica. Primeiramente deve ser estudado o estômago, com a técnica do duplo contraste (bário-ar). Com o estômago distendido com bário e ar são feitas incidências panorâmicas localizadas (séries) com e/ ou sem compressão com o paciente deitado em decúbito dorsal e/ou em posição ortostáica (em pé). As incidências utilizadas para a rotina do estudo radiológico do estômago são: ântero-posterior (AP) (ou póstero-anterior (PA) , dependendo do tipo de equipamento) em decúbito dorsal, as oblíquas ântero-posteriores direita e esquerda, dependendo do tipo de equipamento) e o perfil direito ( Fig.18.6a e Fig 18.6b). Após o estudo do estômago, deve ser iniciado o estudo do duodeno e do arco duodenal. Para rotina do estudo radiológico do duodeno devem ser realizadas incidências localizadas (séries) do duodeno e arco duodenal, em oblíqua ântero-posterior esquerda ( ou oblíqua póstero- anterior direita, dependendo do tipo de equipamento), com o paciente em posição ortostática ( em pé) (duodeno cheio de contraste) e com o paciente em decúbito dorsal (duodeno em duplo contraste). O duodeno e o arco duodenal devem ser mostrados sem superposições na radiografia. O esôfago deve ser estudado por último, seguindo os mesmos parâmetros descritos anteriormente para a esofagografia. Essa sequencia para o estudo radiológico do esôfago, estômago, e duodeno tem como objetivo a análise precoce do estômago e duodeno, antes de uma possível "floculação" do meio de contraste. O esôfago, por ser um tubo responsável pela condução do alimento para o estômago, pode ser analisado por último. È muito importante que o paciente seja orientado acerca do ressecamento provocado pelo sulfato de bário nas fezes.

Figura 18.6a- Radiografias do esôfago, estômago e duodeno

Figura 18.6b- Anatomia radiografia do esôfago, estômago e duodeno

1- esôfago; 2- estômago- fundo; 3-estômago-corpo; 4-estômago-antro; 5- piloro; 6- estômago- curvatura menor; 7- estômago- curavtura maior; 8- duodeno-parte superior (bulbo duodenal)

Fonte: Técnicas Radiográficas - Princípios Radiográficas , Anatomia Básica e Posicionamento
1ª Edição- 2003  Rubio Editora- Antonio Biasoli Jr. O conteúdo usado foi autorizado pelo autor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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